VACAS MAGRAS - II
No tempo das vacas magras, botava-se uma roupinha nova nas
festas de agosto e no natal, mas não era todos os anos, era em ano de vaca boa.
Muitas vezes a roupa não era de primeiras núpcias, já tinha sido estreada por
outra e por sorte herdava-se.
Um ano tive a sorte de minha mãe encontrar num saldo umas botas de camurça beje, estilo cowboy, lindas de morrer, mas um número abaixo do meu pé de cinderela.
Pobre que é pobre, quando cai o pão é sempre com a manteiga virada para baixo, mas eu não ia permitir tal coisa. Era para ter umas botas novas e mais nada.
Levei toda a tarde deitada na cama com as botas calçadas a ver se alargavam. Os pés latejaram até não sentir os dedos, mas eu nesse ano botei umas botas novas no dia de Pão por Deus.
Quando se está disposto consegue-se ultrapassar todos os obstáculos, nem que seja à conta de uma unha encravada.
Um ano tive a sorte de minha mãe encontrar num saldo umas botas de camurça beje, estilo cowboy, lindas de morrer, mas um número abaixo do meu pé de cinderela.
Pobre que é pobre, quando cai o pão é sempre com a manteiga virada para baixo, mas eu não ia permitir tal coisa. Era para ter umas botas novas e mais nada.
Levei toda a tarde deitada na cama com as botas calçadas a ver se alargavam. Os pés latejaram até não sentir os dedos, mas eu nesse ano botei umas botas novas no dia de Pão por Deus.
Quando se está disposto consegue-se ultrapassar todos os obstáculos, nem que seja à conta de uma unha encravada.

Adorei amiga.
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